terça-feira, 11 de outubro de 2011

Pássaro.

Ai amor. Não me olhe assim, com esse sorriso. Só me faz amar, amar e amar. Onde faço você parar com isso? Digo, não é só o sorriso. O brilho nos olhos. O jeito de rir. Quando você tenta fazer os outros rirem com coisas bestas - que só eu rio. O jeito de se mexer, até o jeito de andar. Tudo isso forma essa coisa estranha que sinto, graças a você que deixa tudo tão cego, e só consigo enxergar quando você está aqui. Para que amor? Não percebes o brilho tenso no olhar? Ou o sorriso tão bobo?  Reduza isso, reduza o que me faz o amor. Você me trás o abismo, ao mesmo tempo a ponte. Você me trás as flores mas ao mesmo tempo murcha-as. Você trás a luz, mas é noite.
Tu es o contrário de tudo o que devia querer. É tão bobo, imaturo. Eu preciso de carinho, de amor. Tu não me dá isso, me da alegria, mas ao mesmo tempo distância. É uma placa de "não me toque". Tu não trás choros, deve ser o motivo de tanto amor. Se continuar assim será tão infinito, e será mais intenso. Não quero, não posso. Nunca posso. Nunca quero. Não quero nada do que não seja você ao meu lado. Parece clichê. Admito, é clichê. Mas é o que o amor faz. Anseio, avidez, você.
 Mas é cedo amor, diga isso pra mim, é cedo. Crio coisas impossíveis e ainda coloco a culpa em ti, que está ai parado, se preparando para voar, como um pássaro tentando achar um lugar mais quente para morar. Voe pássaro, tente pensar que eu sou o calor que tanto procuras.


-Nicole Elis

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