Do meu ar
Arrancado aos poucos
Despi-me.
Aos olhos de criança
Queimamos nossos corpos.
O sangue ferve.
O gosto azedo
Da vida que insiste em existir
Torna-nos pobres coitados.
Todos os olhares ao redor
Tornam-se nada
E tudo desaparece.
As nossas vidas são jogadas
Longe de onde podemos ver,
Nos perdemos
Os passos são arrastados,
Nossos ombros já não aguentam mais,
E tudo vira nada.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
sexta-feira, 7 de junho de 2013
do fim
Deixaste tua vida passar
Olhando com os olhos encharcados
De vida perdida.
Morreu de lá
O lugar de onde
Nunca pude chegar.
A luz do mundo
Não sentirá tua falta
Pobre alma, nunca se encaixou.
Vivias em tua melancolia
Que gritava no escuro e
Sozinha morria.
Não estava quando estava
Tu pulavas longe
Ondem eu não poderia nunca chegar.
Teus olhos baixos
Diziam claramente
Que daqui não és.
Teu lado escuro e cinza
Nenhum via e teu curto adeus
Ninguém nunca ouvia.
Olhando com os olhos encharcados
De vida perdida.
Morreu de lá
O lugar de onde
Nunca pude chegar.
A luz do mundo
Não sentirá tua falta
Pobre alma, nunca se encaixou.
Vivias em tua melancolia
Que gritava no escuro e
Sozinha morria.
Não estava quando estava
Tu pulavas longe
Ondem eu não poderia nunca chegar.
Teus olhos baixos
Diziam claramente
Que daqui não és.
Teu lado escuro e cinza
Nenhum via e teu curto adeus
Ninguém nunca ouvia.
quinta-feira, 28 de março de 2013
Feliz
Todas as horas
Do dia do amanhã
Estarei feliz.
Andando tonta rindo
Sorrindo
Feliz.
Meus pés irão doer
Meus olhos irão arder
Sangrarei
Minhas lagrimas caíram
Suplicarei por socorro
Andarei em vidro
Darei um grito abafado
Vou ter ataque de pânico
Crise existencial
Mudança física e emocional
Descobrirei fobias
Terei medo do escuro
Morrerei
Sobreviverei
Colarei mais tristeza na parede
Arranharei meu corpo
Rasgarei minhas roupas
Mas continuarei
Feliz.
Do dia do amanhã
Estarei feliz.
Andando tonta rindo
Sorrindo
Feliz.
Meus pés irão doer
Meus olhos irão arder
Sangrarei
Minhas lagrimas caíram
Suplicarei por socorro
Andarei em vidro
Darei um grito abafado
Vou ter ataque de pânico
Crise existencial
Mudança física e emocional
Descobrirei fobias
Terei medo do escuro
Morrerei
Sobreviverei
Colarei mais tristeza na parede
Arranharei meu corpo
Rasgarei minhas roupas
Mas continuarei
Feliz.
sexta-feira, 22 de março de 2013
I
No fim da linha distante,
o céu escuro já sem fim.
Os olhos de todos brilham
quando a lua brota.
Ocupados e mortos
mal percebem a solidão,
divididas pelas paredes
gélidas.
Minh'alma abatida,
deixa ser invadida
pelo tédio.
Meu peito dói,
a dor de quem pensa
que isso nunca vai acabar.
o céu escuro já sem fim.
Os olhos de todos brilham
quando a lua brota.
Ocupados e mortos
mal percebem a solidão,
divididas pelas paredes
gélidas.
Minh'alma abatida,
deixa ser invadida
pelo tédio.
Meu peito dói,
a dor de quem pensa
que isso nunca vai acabar.
domingo, 10 de março de 2013
videotape
A luz
iluminava teus olhos.
O vento esfriava
nós dois.
O dia acabava,
deixando a noite em nós.
Nenhuma palavra era
a verdade.
Todos os pensamentos
estavam se acabando.
O mundo entalava
na garganta.
Ninguém dizia,
ninguém chorava.
Pegávamos nossas armas
e lutávamos contra isso.
Perdemos.
A guerra acabou,
estamos morrendo,
sem parte de nós.
A crueldade em nossas mentes,
torturava nós mesmos,
com frieza e tristeza
de quem nunca acha o que quer.
Mas no fim,
desapareceu o peso
que me proibia de continuar
andando com minhas próprias pernas.
iluminava teus olhos.
O vento esfriava
nós dois.
O dia acabava,
deixando a noite em nós.
Nenhuma palavra era
a verdade.
Todos os pensamentos
estavam se acabando.
O mundo entalava
na garganta.
Ninguém dizia,
ninguém chorava.
Pegávamos nossas armas
e lutávamos contra isso.
Perdemos.
A guerra acabou,
estamos morrendo,
sem parte de nós.
A crueldade em nossas mentes,
torturava nós mesmos,
com frieza e tristeza
de quem nunca acha o que quer.
Mas no fim,
desapareceu o peso
que me proibia de continuar
andando com minhas próprias pernas.
sozinho
Pegue meu
coração e
arraste por todas
estas cidades
que tu
amas.
Olhe em meus
olhos e
diga o quanto dói
a saudade
da musica e
da praça.
Torça o nariz
para minhas
palavras puras
e coloque a
capa com uma
mentira.
Deixe eles
passarem
como tudo o que
era pra ficar:
o amor e a alegria
por sentir-se completo.
Diga abertamente que
nada vem em sua
mente quando
passa por
todos os lugares
onde nós cantávamos.
Que nada sente
ao lembrar de
tudo que nunca
concluímos,
por falta de tempo e
amor.
Eu nada
vejo e nada
sinto.
Ignoro tudo o que faz
o Eu de hoje lembrar
do ontem.
A falta que
sinto está arrastada
por todos os
lugares em que o
amor estava
presente.
Declare todas
as mentiras que
contou,
para mim e
para todos
que te ouviam.
Tudo que contas
é uma novela.
A musica nunca existiu,
o banco,
a praça,
o amor.
E eu nunca senti.
coração e
arraste por todas
estas cidades
que tu
amas.
Olhe em meus
olhos e
diga o quanto dói
a saudade
da musica e
da praça.
Torça o nariz
para minhas
palavras puras
e coloque a
capa com uma
mentira.
Deixe eles
passarem
como tudo o que
era pra ficar:
o amor e a alegria
por sentir-se completo.
Diga abertamente que
nada vem em sua
mente quando
passa por
todos os lugares
onde nós cantávamos.
Que nada sente
ao lembrar de
tudo que nunca
concluímos,
por falta de tempo e
amor.
Eu nada
vejo e nada
sinto.
Ignoro tudo o que faz
o Eu de hoje lembrar
do ontem.
A falta que
sinto está arrastada
por todos os
lugares em que o
amor estava
presente.
Declare todas
as mentiras que
contou,
para mim e
para todos
que te ouviam.
Tudo que contas
é uma novela.
A musica nunca existiu,
o banco,
a praça,
o amor.
E eu nunca senti.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
A Perda
Os filmes não filmados.
Os roteiros não acabados.
Os livros não lidos.
As histórias não contadas.
O azul não visto.
A sombra não amada.
As lembranças inexistentes.
O silêncio mortal.
As palavras não faladas.
Os gestos não demonstrados.
O amor não sentido.
A esperança arrancada.
Os poemas mal escritos.
As noites acordadas.
A memória falhada.
A mão riscada.
O banco vazio.
A rua melancólica.
O poste estremesse
em tua saída.
Os roteiros não acabados.
Os livros não lidos.
As histórias não contadas.
O azul não visto.
A sombra não amada.
As lembranças inexistentes.
O silêncio mortal.
As palavras não faladas.
Os gestos não demonstrados.
O amor não sentido.
A esperança arrancada.
Os poemas mal escritos.
As noites acordadas.
A memória falhada.
A mão riscada.
O banco vazio.
A rua melancólica.
O poste estremesse
em tua saída.
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