Suas mãos,
entoaram sobre minha face,
afagaram meu cabelo,
saíram morrendo mudas.
Suas mãos.
Oh grandes mãos,
como céu imenso,
como doces sextas feiras.
Ao ver-te,
seu sorriso imenso,
sua tristeza ardente.
Ah, como queria ter estas mãos nas minhas!
Ao ter-te,
esses olhos fitados aos meus,
o meu sorriso é o mesmo que o seu.
Ah, como é triste teu ar!
Suas mãos,
ou seu olhar,
são como o céu imenso,
ou como o mar.
Nicole Elis
sábado, 2 de junho de 2012
domingo, 27 de maio de 2012
O que será?
Estou viva!
Talvez não em memórias,
talvez não em vidas,
talvez não em mim!
Estou presa!
Nos dias,
na nostalgia,
na monotonia.
O dom de ser,
já não é.
Mas agora,
tudo se foi.
Oh, grande ser decrépito.
Por que trazes a morte,
como sua amiga de infância,
trazendo sua doce capa preta?
Não há nada em vida,
imagina se há em morte.
Só muda de paredes brancas,
para uma escuridão enorme.
Talvez não em memórias,
talvez não em vidas,
talvez não em mim!
Estou presa!
Nos dias,
na nostalgia,
na monotonia.
O dom de ser,
já não é.
Mas agora,
tudo se foi.
Oh, grande ser decrépito.
Por que trazes a morte,
como sua amiga de infância,
trazendo sua doce capa preta?
Não há nada em vida,
imagina se há em morte.
Só muda de paredes brancas,
para uma escuridão enorme.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Silêncio.
É o que escuto,
em dias e noites,
no escuro e no claro.
Até quando pássaros cantam,
até quando as pessoas falam.
Eu -será mesmo eu?
Não sei a quem pertenceu,
os cantos afáveis.
Não era alma,
não era dor.
Sem aconchego ou amor.
É tudo sombrio agora,
o lado escuro -e silencioso,
do mundo nos dominou.
Assim se esmagou,
secos lábios fúnebres,
em apenas terra e mar,
não há fala,
não há voz.
Oh morte que não chegas!
Deixaste teu filho com nós,
amargurando-nos com a sombra que regas,
em forma de nuvem escura,
com cheiro de tempestade que chega impura.
Silêncio.
Alimente-nos com seu sabor amargo.
Silêncio.
Dê-nos seu gosto de morte.
Silêncio.
Nicole Elis
em dias e noites,
no escuro e no claro.
Até quando pássaros cantam,
até quando as pessoas falam.
Eu -será mesmo eu?
Não sei a quem pertenceu,
os cantos afáveis.
Não era alma,
não era dor.
Sem aconchego ou amor.
É tudo sombrio agora,
o lado escuro -e silencioso,
do mundo nos dominou.
Assim se esmagou,
secos lábios fúnebres,
em apenas terra e mar,
não há fala,
não há voz.
Oh morte que não chegas!
Deixaste teu filho com nós,
amargurando-nos com a sombra que regas,
em forma de nuvem escura,
com cheiro de tempestade que chega impura.
Silêncio.
Alimente-nos com seu sabor amargo.
Silêncio.
Dê-nos seu gosto de morte.
Silêncio.
Nicole Elis
sábado, 28 de abril de 2012
Ciclo.
Oh vida,
por que és tão morte?
Tirou-se de mim a sorte,
de dias afortunados.
Oh morte,
por que existes?
Se a vida tão curta,
já é óbito de dias profundos.
Somos dança,
somos luz.
Somos cabecinhas
afogadas no azul.
Oh vida,
por que és tão cinza?
Trouxe-me um eu,
tão lôbrego e lúgubre.
Somos olhos,
somos narizes,
somos bocas,
somos dedos.
Brindemos a morte,
que nos trouxe a vida.
Brindemos a vida,
que nos trará a morte.
O escuro tão fúnebre,
o sol tão doloso.
Os passos tão quentes,
as lágrimas tão amenas.
Oh morte,
por que vives?
por que és tão morte?
Tirou-se de mim a sorte,
de dias afortunados.
Oh morte,
por que existes?
Se a vida tão curta,
já é óbito de dias profundos.
Somos dança,
somos luz.
Somos cabecinhas
afogadas no azul.
Oh vida,
por que és tão cinza?
Trouxe-me um eu,
tão lôbrego e lúgubre.
Somos olhos,
somos narizes,
somos bocas,
somos dedos.
Brindemos a morte,
que nos trouxe a vida.
Brindemos a vida,
que nos trará a morte.
O escuro tão fúnebre,
o sol tão doloso.
Os passos tão quentes,
as lágrimas tão amenas.
Oh morte,
por que vives?
Decesso
Vou lento,
vou triste,
com o peso imenso,
de uma solidão intensa.
Dias escuros,
de olhos tão tristes.
Meses tão curtos,
de semanas tão cinzas.
Somos feitos de ferro,
ou algodão?
Nossos pensamentos,
suportáveis ou não?
Somos filhos de mãos tristes,
somos mães de musicas melódicas.
Sou sorriso de gente fraca,
sou nevasca do Brasil.
Janelas são vazias,
Ruas esburacadas,
mundo cretino,
tempo sonolento.
Estamos todos
em nossas salas de espera,
ansiosos e inquietos,
esperando a neve no verão.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
domingo, 15 de abril de 2012
Agora.
Os ombros são lápides,
os olhos, os corpos.
O amor é sangue ardente,
de passos fortes e quentes.
Os gritos são gargantas,
roucas e insanas.
Anos são só voltas ao redor do sol,
dias são só a terra tonta.
Beijos são só bocas,
olhares são só olhos.
Abraços são braços enlaçados,
solidão é braço isolado.
Estar é pensar,
pensar não é estar.
Há lápides em seus ombros,
há tristezas em seus olhos.
Nicole Elis.
os olhos, os corpos.
O amor é sangue ardente,
de passos fortes e quentes.
Os gritos são gargantas,
roucas e insanas.
Anos são só voltas ao redor do sol,
dias são só a terra tonta.
Beijos são só bocas,
olhares são só olhos.
Abraços são braços enlaçados,
solidão é braço isolado.
Estar é pensar,
pensar não é estar.
Há lápides em seus ombros,
há tristezas em seus olhos.
Nicole Elis.
Assinar:
Postagens (Atom)